Olá Madames, Amélias e Mamães!!! Que saudades!!!

Semana passada estive no lançamento da Campanha Décimo Mês – Apoiando novas mães.  Essa campanha global, criada pela Bepantol® Baby, marca de creme antiassaduras da Bayer, tem como objetivo ajudar mulheres que acabaram de dar à luz a enfrentar da melhor maneira o primeiro mês após o nascimento do filho, período de muitas transformações físicas e emocionais.

A ação contempla um filme lindo e emocionante que convido vocês assistirem:

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O nascimento do Bebê muda tudo e não muda nada. A vida da mulher que se tornou mãe passa a ser preenchida por um ser totalmente dependente dela (o bebê), mas o resto não mudará. E essa adaptação não é fácil. Ela perderá sua identidade e, geralmente, a família inteira fica voltada para o bebê e suas necessidades. A mulher é “esquecida”.

A solidão acompanha as novas mães! Muitas vezes, suas saídas se resumem a ir ao pediatra. Tudo isso, somado a uma brusca queda hormonal, provocam alterações físicas e emocionais intensas.

Aquela mulher ativa, que trabalhava e tinha sua rotina, agora viverá em torno do bebê. É uma fase de muita adaptação. Adaptação ao novo corpo, ao bebê, às mamadas, ao novo padrão de sono e a novas responsabilidades! Isso tudo gera uma demanda de 24 horas por dia, que muitas vezes assusta, paralisa e dá medo. E se eu fracassar? Se não souber cuidar? Porque o bebê chora tanto? O que estou fazendo de errado?

Vejamos o depoimento da jornalista Rosana Jatobá, que tentou engravidar durante 5 anos: “O décimo mês é um prolongamento da gestação e traz alegrias, medos e frustrações. Quando enfrentei essa fase, pensei, meu Deus, o que está acontecendo? Tenho esses dois seres lindos diante de mim, estou vivendo algo que tanto sonhei e, ao mesmo tempo, tantas questões difíceis.”

A psicóloga Ana Merzel, presente no evento, salientou que mulher passa a desenvolver um papel desconhecido. Ela deixa de ser filha, papel já conhecido, para ser mãe, papel que irá desenvolver com o tempo. É normal nos primeiros 15 dias a mulher ter uma depressão leve, conhecido como Blues Puerperal. Passado esse período, se a tristeza não passar a mulher e sua família deverão procurar ajuda, pois talvez ela tenha desenvolvido depressão pós-parto (DPP).

Passei por essa fase e foi um período conturbado. Aquele amor incondicional, não nasceu com o Pedro, ele foi se desenvolvendo aos poucos. Olhava para ele e pensava: porque não estou feliz? Cadê aquele amor arrebatador que todo mundo fala? Fora isso, não conhecia os choros dele e até nos adaptarmos sofri e chorei muito.

Acredito que isso se deve a falta de informação. Nós mulheres nos preocupamos com o enxoval e cuidados com o bebê. Se pesquisássemos sobre o pós-parto e soubéssemos que é normal essa tristeza leve, saberíamos lidar melhor com a situação, sem sentir tanta CULPA.

Para conhecermos várias experiências e como cada mulher encara esse período, convidei minhas seguidoras no @maesdepoisdo30 a comentarem sobre seu pós-parto… Vejamos os depoimentos:

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“Foi difícil emocionalmente… Demorei para me acostumar com um bebê que queria mamar quase 24h por dia, que só se acalmava com meu alimento… Foi difícil perceber que a mulher que eu era antes havia “morrido” e apenas eu velava por sua partida… Quanta angústia no puerpério… Mesmo tento apoio total da família demorei a me acostumar a ser esss nova mulher MÃE! Mas foi tudo uma fase! Meu filho é minha razão de viver e me deu uma vida muito mais colorida!!!!” @julianadep

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“Meu primeiro mês também foi difícil e começou já no terceiro dia quando o leite desceu e os seios doíam mtooooooo… procurei ajuda de uma consultora de amamentação e tudo se ajeitou. Também me sentia como se tivesse transformado minha vida em algo que não esperava, me deu medo de não conseguir cuidar daquele bebê tão dependente de mim, apesar de todo apoio da família e marido. Não é fácil, mas passa…Hoje, passado quase um mês posso afirmar com toda certeza que a maternidade realmente me transformou e fez nascer em mim um amor único, incondicional! Meu filho, minha vida!” @talitafontanin

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“Olha meu décimo mês foi desesperador e só passou após 24 dias. Aí sim eu acordei pra vida novamente, depois de uma consulta ao G.O. era um desespero por não saber do que o bebe chorava, não saber distinguir seus choros, dos seios em carne viva, da dor de cada mamada. Eu só chorava… Chorava por não saber se estava certa a certa, por não saber se a produção de leite estava acontecendo, por não saber se ele estava mamando ou só chupetando. Depois só chorava porque tinha que acordar antes do bebê pra poder esvaziar o peito para que ele conseguisse mamar. Por não conseguir descansar, por não saber se dava conta, por me achar que não seria uma boa mãe. Olha … Foram dias terríveis. Talvez porque nunca ninguém havia que falado sobre o décimo mês. Talvez porque se esconde muito o que acontece com nos mulheres no puerpério. E com tudo isso com todos os sentimentos ainda pensava na casa e no trabalho. Talvez por ser sempre eu que segurava a bronca de tudo, me achava uma super mulher e sempre dei conta de tudo, não sabia que teria que abortar a missão mulher maravilha e me dedicar somente e unicamente a ele. Mas como disse, passado os 24 dias eu voltei…rsrsrsrs e hoje dou risada de tudo que passou. E AMO ser mãe. Agradeço todos os dias por poder ter gerado o meu grande amor. Acho que ser mãe é isso mesmo kkkkkk.” @polly_nolasco

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“Para mim não foi muito fácil, tive que cuidar sozinha do meu bebê, pois tive uma semana de ajuda, apesar do amor imenso por ele, ele tinha muita cólica, então quando começava anoitecer já sentia uma angustia dentro de mim, que dava vontade de sair correndo e abandonar tudo.” @deiahursan

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“Meu primeiro mês como mãe foi uma montanha russa de sentimentos. Tive a tão temida DPP, cheguei a renegar meu filho e dizer que não o queria. Além da DPP tive a Síndrome do Pânico, não conseguia ir em lugares movimentados por achar que havia alguém me perseguindo e que iria roubar meu filho. Deu para entender a confusão? Ao mesmo tempo que não aceitava ser mãe e ter uma criança, tinha medo que me tirassem de mim. Graças a Deus tive muito apoio da família, principalmente do marido, que me ajudou a superar esse momento, além de me ajudarem nos cuidados com meu bebê. É uma fase difícil, pois são noites mal dormidas e cansativas, bebê se mamãe se conhecendo e adaptando a uma nova rotina.” @recemmae do blog www.recemmae.blog.br

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“Meu primeiro mês ou seja os primeiros momentos pensei e senti uma mistura de emoções, alegria,euforia, medo, preocupação,cuidados e vários pensamentos passou em minha mente como : será que consigo ser mãe, será que ela vai gostar da mãe que tem, e se ela começar a chorar, será que já é as cólicas e agora. Mas para me foi um pouco diferente, pois passei sete anos tentando , engravidei passei por uma perda , tentei novamente que após três anos enfim grávida da minha filhota, então todo cansaço, fadiga, sono, amamentação, tudo por mais difícil que fosse ,alegria no meu coração e no rosto era imensa, mesmo com a cara de panda, pois eu estava tão maravilhada em tê-la no meu colo que tudo passou a ser suportável. Quanto amamentação eu só pensava quando poderia sair sem molhar a roupa e quando deixaria de usar o protetor das mamas, mau sabia eu,que sentiria saudades da amamentação. Enfim tudo ajeitou-se com o tempo nos adaptamos ao momento e a toda mudança da rotina,porque tudo passa e o que fica é o compartilhamento de amor e este cresce gigantescamente todos os dias da nossa jornada de mãe.” @guiadamulhergestante do blog www.guiadamulhergestante.com

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“Me despedi da vida que eu tinha e viver de modo tão intenso e em dose dupla a maternidade foi muito difícil. Eu não chorei porque não sabia o motivo da minha tristeza, mas vivia a cobrança da sociedade em fazer tudo dar certo porque tinha me tornado uma mãe, e uma mãe de gêmeos. Perdi 15 quilos em duas semanas, não tinha vontade de acordar, de receber visitas, ver pessoas ou ouvir choro. Poucas mães conversam sobre esse assunto e para uma mãe de primeira viagem é muito nebuloso esse período, porque não entendemos mesmo o que está acontecendo. Só percebi que estava muito mal quando tive pensamentos suicídios, e com a ajuda do meu marido pude perceber que era uma má fase e que passaria, só deveria viver um dia de cada vez, um melhor que outro. Sair de casa para ir a qualquer lugar me ajudava a perceber que aos poucos eu tomaria as rédeas da situação e daria um jeito na minha vida. Consegui me livrei da depressão, hoje em dia visito uma mãe e pergunto como ela está, justamente para ajudá-la, porque a depressão pode chegar a qualquer classe social, etnia e religião. ninguém está imune a depressão.” @nossasaogemeos do blog www.nossasaogemeos.blogspot.com.br

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“Pra mim também o primeiro mês foi super difícil (na primeira gestação). Minha filha teve vários problemas na gestação, estava muito tensa de ela ter alguma sequela bem grave, estávamos fazendo mil exames para investigar… ela chorava muito, tinha muita cólica, e isso me desesperava. Choro de bebê inconsolável é a pior tortura! Fora isso minha vida de trabalho, praia, barzinhos e saídas com os amigos mudou 100% de um dia para o outro. Não podia sair de casa, tinha muito pouca ajuda, achava minha barriga horrorosa, enfim… todo um cenário para depressão pós-parto! Claro que tinha a parte boa de ter minha filha nos braços, mas foram tantas emoções fortes e conflitantes que eu queria sumir do mundo às vezes! Fui melhorando aos poucos e com ajuda psicológica! Já na segunda gestação foi infinitamente mais tranquilo. Minha filha estava bem, eu já sabia que o primeiro mês era difícil, tive ajuda em casa, então passou voando e de forma bem mais leve!” @maternidade.com.ciencia do blog www.praciencia.com

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“Então meu décimo mês foi puxado no dia da alta viemos para casa na parte da manhã ,quando foi a noite minha baby quase morreu sufocou ficou dura, olho virado sem respira tive que saí correndo pro hospital tive cesariana com laqueadura então pensa como foi ela foi aspirada e ficou 2hrs no oxigênio mas não tive coragem de sai do carro porque pensei q ela tinha morrido ,com todo esse susto o leite não desceu fiquei nervosa, estressada coitada da minha mãe e marido pra me aguentarem .enfim quando leite desceu que foi bem pouco minha bebê pegou incorretamente e feriu o meu peito o sofrimento até pus saiu. Resumindo não foi nada fácil não dormia com medo dela sufoca de novo nem se tivesse alguém vigiando eu confiava.resumindo agora que estou curtindo minha filha ,ela está com 2 meses.” @rosi.ha.victor86

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“Meu décimo mês foi uma explosão de sentimentos! Iniciou no parto prematuro da Mari, fui ao hospital verificar minha pressão estava alta, me medicar e de lá não sai eram 22h e já agendaram a cesariana para as 9h, despreparada chorei tive medo e ali naquele susto início meu décimo mês! Meu leite não descia Mari começou a perder muito peso, tentativas e mais tentativas até que o pediatra do hospital resolveu introduzir a fórmula e a cada visita eu sentia a reprovação e julgamento. Em casa tive que aprender a organizar uma rotina que jamais imaginei que existisse, passar horas acordada, ignorar a dor da cirurgia e apenas sorrir por fora, mas em meus momentos sozinha perguntava a Deus porque só comigo está sendo tão difícil? Afinal nas redes sociais é tudo tão lindo né! Me vi esquecida por todos, mas lembrava constantemente por aquela pinguinho de gente e foi dela do seu cheirinho que tirei forças para me adequar e seguir! Bjs.” @mamaesacchi do blog www.mamaesacchi.com.br

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Mais depoimentos emocionantes:

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Como vimos, cada mulher possui uma história relativa ao décimo mês…. e todas nós superamos e seguimos felizes com nossos filhos. Futura mamãe, não se assuste com os relatos, nosso objetivo é alertá-las para o que pode vir a acontecer. Estar bem informada faz toda a diferença. Vejam só…

“Meu primeiro mês foi melhor do que esperava! Estava tão preparada para o momento que foi tranquilo, porém não queria visitas nunca e ai de quem quisesse pegar a Júlia! O sono me incomodava, mas o Rodrigo me obrigava a dormir com a menina o tempo todo e isso ajudou! Amamentar foi tenso porque sentia muitas dores e meu peito rachou, mas graças a Deus tinha muito leite. Sinto saudades só de lembrar! Juju não me deu trabalho, mas mamava muito e durante a noite também! Rodrigo ficou mês todo me ajudando é ele é demais de paciente! Acho que nós dois estávamos muito maduros para o momento é isso conta muito.” @eu.e.meu.bebe

Acredito muito nisso, em estar preparada, em saber o que virá. Por isso, futuras mamães, pesquisem sobre o pós-parto. Saibam que toda mulher passa por isso. Não se culpe. Não se cobre. Não queira dar conta de tudo. Não acredite em teorias absolutas. Não é toda mulher que conseguirá amamentar ou ter um parto normal. Tente, mas se não conseguir, não se frustre.

 Você é a melhor mãe que seu filho pode ter!

No meu próximo post, trarei dicas de como encarar melhor o puerpério. Agradeço imensamente a todas as mamães que colaboraram com esse post. Foi incrível conhecer a história de vocês. Tenho certeza que enfrentarei melhor o décimo mês da Julia. Pois, agora, conheço tudo que acontece.

Confesso que toda vez que encontro uma grávida e tenho a oportunidade de falar com ela, eu digo: pesquise sobre o pós-parto!

Para finalizar quero compartilhar uma história linda que aconteceu comigo: fiz alguns posts sobre o pós-parto em meu instablog @maesdepoisdos30 e pelos comentários de uma seguidora percebi que ela precisava de ajuda. Dei meu contato para ela e a ouvi. É a querida @chocolatebabywow. Ela mora em outro país e precisava de alguém para desabafar. Das nossas conversas, surgiu uma grande amizade e hoje nos falamos com frequencia. Ela criou o blog www.chocolatebabywow.com onde compartilha suas experiências.

Gratidão a você que leu esse post gigante!!!

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Com amor, Fabi.

MATERNIDADE - FILHOS - FABIANA FURLAN - @MAESDEPOISDOS30 - BLOG MADAME AMÉLIA