Mamães, Madames e Amélias… tudo bem?

Meu primeiro post desse ano aqui no blog não poderia ser outro assunto: Relato do Parto da Júlia!!! Mas, antes, quero desejar a vocês um 2017 repleto das bênçãos do Senhor, com muita saúde e paz para vocês!!!

Agora, sim! Vamos lá:

Desde o início da gravidez, desejava ter parto normal. Na gravidez de Pedro tive plaquetopenia (diminuição das plaquetas que participam da coagulação. Habitualmente o sangue contém de 150.000 a 350.000 plaquetas por microlitros) e na da Júlia também. Essa condição pode trazer várias consequências, no meu caso, tomar anestesia epidural dependia do número de plaquetas.

Os meses foram passando e o número de plaquetas abaixando. Meu gineco explicou que elas precisavam estar acima de 100.000 para ser seguro o uso da anestesia. No último mês fazíamos controle semanal e elas variavam. Então, no dia do parto precisaria fazer exame e verificar.

Na véspera do nascimento comecei a sentir dores e desconfortos. A data provável do parto (DPP) era 18/08. Mas minha intuição falava que Júlia nasceria em julho. Até brinquei com uma amiga que elas fariam aniversário no mesmo dia!

E não é que eu estava certa? Minha princesa resolveu vir ao mundo no dia 29/07/2016!

Foi um dia e tanto, vejam só:

00:03 – contração
Passo a madrugada toda com elas.
06:00 – marido levanta para trabalhar e falo: Amor acho que Júlia nasce hoje.
07:00 – escrevo para o Dr Bruno e relato as contrações. Ele pede para anotar e mantê-lo informado.
08:00 – escrevo para uma amiga e peço para vir ficar comigo. Pedro estava de férias e tinha receio de precisar sair às pressas rsrsrs
09:00 – A Danielle personal organize chega para organizar o guarda roupa das crianças.
09:30 – Minha amiga chegou com seu filho.
10:00 – Ando pela casa e a cada parada minha amiga e Dani sabiam que era contração e pediam para anotar.
12:00 – estávamos almoçando quando senti uma dor forte, vou ao banheiro e o tampão havia saído. Elas comemoravam e eu calma.
14:00 – As contrações pioram
14:30 – Digo para Dani que não precisa terminar a organização.
15:00 – Ajudando a Dani a finalizar as coisas com várias contrações.
15:10 – Amiga faz um grupo no WhatsApp e família começa a ligar.
15:15 – Sinto fome, mas evito comer pensando no “e se” precisar anestecia.
16:30 – Ligo para o marido e peço para vim para casa.
17:00 – Marido chega e minha amiga queria levar Pedro com ela. Mas ele não havia tirado a soneca e pensei que daria trabalho a ela. Falo que se fosse preciso a chamaríamos.
17:10 – Tomo banho e dou banho no Pedro.
17:30 – Chamo o marido para ir ao hospital.
17:40 – Colocamos as coisas no carro e saímos
17:50 – Não tínhamos conseguido sair do nosso bairro. Trânsito horrível e contrações a todo vapor.
18:00 – Esmurro o carro de dor
18:30 – Minha Irmã liga dizendo que se Júlia nascesse ela vinha ficar comigo. Afirmo que já podia vim. Ela tenta me acalmar e afirmo que dói muiito
18:50 – Chego no hospital. Marido me deixa na porta e vai estacionar e tirar Pedro do carro. Ele já dormia.
18:55 – Falo para recepcionista que preciso fazer exame de sangue para ver as plaquetas.
19:00 – Converso com o médico plantonista e faço cardiotoco.
19:10 – Médico faz toque e diz que tenho 2 cm de dilatação. Que decepção!! Sim, pelas contrações e dores achava que tinha uns 4 cm.
19:15 – Marido pergunta ao plantonista se Júlia iria nascer. Ele diz sim. Estava no começo do trabalho de parto. Queria matar ele!! Toda aquela dor era só o começo??
19:20 – Meu gineco liga. Diz que estava a caminho. Peço para ele remédio para dor. Ele diz que prescreverá.
19:30 – Sou encaminhada para a internação. Olho Pedro dormindo no carrinho e começo a chorar porque ele deixaria de ser filho único.
19:40 – Já estou numa maca com soro e muita contração.
19:45 – O anestesista chega e explica os riscos de fazer a epidural no caso das plaquetas estarem baixas.
19:50 – A dor está insuportável e nada do exame sair
20:00 – Penso que suporto a dor até chegar aos 4 cm e poder tomar a epidural
20:10 – Sai o resultado e tenho só 87.000 plaquetas
20:15 – Dr Bruno chega. Faz toque novamente e a dilatação pouco havia evoluído.
20:20 – Dr Bruno pergunta se não quero tentar. Diz que não podia me informar o tempo que levaria. Podia ser rápido ou levar horas. Mas estaria ao meu lado. A dor era insuportável. Imploro para fazer logo a cesariana.
20:30 – Dr Bruno diz que iria solicitar o centro cirúrgico.
20:35 – Converso com Júlia. Digo que ela estava fazendo um bom trabalho, mas a mamãe não aguentava mais.
20:45 – Dr Bruno diz que está tudo pronto só faltava o Rê (que aguardava minha amiga chegar para ficar com Pedro).
21:00 – Entro no centro cirúrgico e nada do Rê chegar. Peço para ser anestesiada.
21:10 – Tudo pronto e nada do Rê. Imploro a anestesia.
21:15 – Rê chega e a anestesia é aplicada.
21:51 – Júlia nasceu! No dia do niver da minha amiga… Priscila Brito!!!

.

Ouço seu choro! Que emoção inexplicável! Dr Bruno me mostra seu rostinho enquanto ainda estávamos ligadas pelo cordão umbilical. Logo em seguida ela veio, ainda cheia de vernix para meu colo. Que cheiro delicioso. Cheiro, cheiro e cheiro, na intenção de memorizar aquele odor!!! Amamento ela ainda no centro cirúrgico. Júlia ficou conosco até o momento em que fui para a recuperação.

Adrenalina a mil… Queria ir para o quarto e estar com ela.

Tive Júlia na maternidade São Luiz em São Paulo – SP e lá o bebê fica com a família. Júlia chega no quarto. Que princesa linda!!! A adrenalina foi enorme. Passei a madrugada em claro, só namorando os traços da minha bonequinha… 

Agora sou duplamente mãe! Tenho príncipe e uma princesa em minha vida!!! Para as mamães que vão viver essa experiência, contei como é ser mãe de dois aqui: Primeiros dias como mãe de dois!

.

.

Sei que dor é algo subjetivo e que o trabalho de parto difere de mulher para mulher. Mas não é fácil, para mulher nenhuma! Admiro muito quem consegue passar pelo parto normal.

Gostaria de deixar registrado um agradecimento especial ao Dr Bruno (Clinica BedMed) que cuidou de mim. Profissional excelente e ser humano incrível. Obrigada Bru!

.

Gerar uma vida e trazê-la ao mundo é algo incrível!!! Agradeço a Deus pelo privilégio de ser mãe!!!

Com amor, Fabi.

MATERNIDADE - FILHOS - FABIANA FURLAN - @MAESDEPOISDOS30 - BLOG MADAME AMÉLIA