Mamães, Madames e Amélias… talvez muitas de vocês se identifiquem com o post de hoje, que vem em tom de desabafo:

Tem dias que eu desejo ardentemente que meu marido seja a mãe, nem que fosse por um dia ou somente alguns minutos.

Por quê???

Para ele entender que ligação é essa de mãe e filho. Sei que pai também tem, mas é diferente. Mãe é mãe. É ligação extrema. Conexão ultra, power, mega, que nunca cai, tem sinal baixo ou a falta dele. Aquele corte no cordão, feito no parto, é meramente físico.

Ficamos conectadas aos nossos filhos eternamente. Não existe nada mais perturbador e angustiante que o choro de um filho. Seja lá por qual motivo for. Choro é choro e indica algo.

Quer acabar com qualquer coisa que eu esteja fazendo? É só um filho meu começar a chorar. Principalmente a Júlia, que por enquanto só se comunica por meio do choro.

Então, Fabi, porque quer que o seu marido seja a mãe?

Ué! Para ele sentir na pele como é! Pois embora tudo isso seja lindo e maravilhoso, é extremamente cansativo e desgastante. Não é fácil ser aquela que acode, cuida, brinca e protege o tempo todo!!!!

Parece que meu marido descobriu minha super conexão com as crianças e, por saber disso, nem sempre se preocupa em atender ou minimizar o “problema”.

Às vezes, tento me segurar e aguardar que ele atenda às necessidades de Júlia ou Pedro… mas meu instinto é muito mais forte. Percebo que ele está apático, aí vou e faço o que precisa ser feito!

Não raras vezes, os olhares do meu marido revelaram ele esperando eu tomar atitude. E isso, por vezes, me deixou chateada… e até brava, confesso.

Meu marido não é um pai ausente. Mas acontece que embora ele seja participativo, é comum vê-lo esperando eu tomar uma atitude diante de um choro ou qualquer outra situação envolvendo as crianças.

Por exemplo: Júlia resmunga no berço. Nós dois ouvimos. Marido fica na dele, esperando que eu vá conferir. Quando levanto para acudi-la, ele diz “amor, eu já ia…” e isso me deixa muito brava! Fico me perguntando “então porque ele não tomou uma atitude antes?”

E percebo que meu marido não é o único! Vejo muitos papais agindo da mesma forma… ficam esperando a esposa tomar uma atitude, em vez de se levantarem e irem ao encontro das crianças para resolver o problema.

Eu também canso! Muitas vezes, eu também não sei o que fazer! Só queria mesmo que papai fosse acudir os filhinhos no meu lugar, para eu continuar fazendo o que eu estava fazendo…

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E vocês, já passaram ou estão passando por algo parecido? 

Com amor, Fabi!

MATERNIDADE - FILHOS - FABIANA FURLAN - @MAESDEPOISDOS30 - BLOG MADAME AMÉLIA