Casar está na moda. Aliás, está tão na moda que até pessoas do mesmo sexo anseiam pelo direito de se casar. O problema é que da mesma forma que casar está em alta, o divórcio também está.

Segundo os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil registrou 341,1 mil divórcios em 2014, ante 130,5 mil registros em 2004. Um lamentável salto de 161,4% em dez anos. Isso sem contar as uniões estáveis e casamentos que se dissolvem apenas de fato e, portanto, não constam nessa estatística.

O triste fim de um casamento se dá pelos mais diversos motivos… mas, creio eu, que todos – sem exceção – se resumem num único: a ausência da aliança. Não daquela bonita, de ouro, que trocamos no dia do enlace. Mas da que firmamos com Deus diante do nosso cônjuge!

Um casal que não vive em aliança, é naturalmente regido pelo contrato, por vezes escrito, mas que normalmente é verbal ou implícito…

— “Eu aguento tudo, mas tal coisa eu não suporto.”

— “Se você fizer isso, vou embora!”

— “Algumas coisas mudaram, você não se encaixa mais na minha vida!”

Condições como estas, evidenciam a existência de um contrato! As coisas vão bem enquanto cada qual faz a sua parte. É bilateral. Se um falhar, o outro fica desobrigado a cumprir o acordo.

Em casamentos assim, as partes buscam apenas e tão somente seus próprios interesses. Até mesmo quando um faz algo pelo outro, no fundo o objetivo é o proveito próprio, seja pelo retorno ou pelo crescimento de seu ego. É um culto a si mesmo. E os juramentos feitos no dia do casamento, que se danem.

A aliança, por sua vez, é indissolúvel, irrevogável e unilateral. O compromisso de um, independe do desempenho do outro. Viver em aliança é um culto a Deus! É reflexo do compromisso firmado com nosso cônjuge diante Dele: “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte nos separe”.

Quando um casal vive em contrato, o amor é passageiro, egoísta e condicional. É por isso que os casamentos acabam! Já na aliança, o amor que ambas as partes sentem e vivenciam é incondicional. É o amor descrito em 1 Coríntios 13:4-7:

 “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não sente inveja, não se vangloria, não se orgulha.
Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.
O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

E, embora o propósito de Deus para o casamento seja a aliança, o contrato conquistou espaço cativo na sociedade, inclusive no meio do povo de Deus. O número de divórcios dentro das igrejas é crescente, alarmante e causa um impacto devastador nas próximas gerações.

Fora das igrejas, isto é, do meio cristão, o divórcio é encarado com mais naturalidade. “Acontece!”, “A fila anda!” ou “Foi bom enquanto durou!” são dizeres comuns. Ainda assim, não há como negar que o divórcio deixa marcas inapagáveis na vida das pessoas envolvidas, principalmente dos filhos.

Portanto, queridos jovens, vejam bem com quem vão se casar. Unir-se à pessoa errada pode transformar a expectativa de uma aliança em contrato. Aos casados que vivem em contrato, por sua vez, aconselho que busquem ao Senhor e permitam que Ele endireite as vossas veredas, para que vocês descubram – ou redescubram – o prazer, a segurança, a alegria e a plenitude da aliança!

Beijão da Katy!

Blog Madame Amélia _ Katiúscia Farias Gutterres